Eventos

Gestão de resíduos desafia pequenos Municípios e exige soluções compartilhadas

A sustentabilidade econômica da gestão de resíduos sólidos nos Municípios brasileiros foi um dos temas debatidos no último dia da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Os desafios enfrentados principalmente pelos Municípios de pequeno porte para cumprir as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e a legislação federal do saneamento básico foram o foco da discussão.

Segundo as normas, os Municípios devem instituir cobrança pelo manejo de resíduos sólidos urbanos, por meio de taxa específica, e garantir a sustentabilidade econômico-financeira do serviço. Na prática, isso significa que o valor arrecadado deve ser suficiente para cobrir os custos da coleta, transporte e destinação final dos resíduos.

Cláudia Lins, gerente de Sustentabilidade e Resiliência da CNM, explica que a realidade da maior parte dos Municípios brasileiros está distante desse cenário. “Muitos Municípios ainda não instituíram a taxa e, mesmo quando a cobrança existe, a arrecadação não é suficiente para custear integralmente os serviços”, disse.

O principal obstáculo apontado é o descompasso entre as exigências legais e a realidade territorial e econômica das cidades brasileiras, especialmente aquelas com menos de 100 mil habitantes. Municípios pequenos possuem menor número de contribuintes e grande parte da população vivendo em áreas rurais, o que encarece a logística da coleta e reduz a capacidade arrecadatória local.

Foi informado que coleta seletiva e compostagem são alternativas importantes para diminuir o volume de resíduos enviados aos aterros sanitários. Isso porque, quanto menor a quantidade destinada aos aterros, menores serão os custos com transporte e disposição final dos materiais.

Joana Abona, assessora institucional e de relações governamentais do Sebrae, apresentou o Programa Pró-Catadores, um programa que promove a inclusão socioeconômica de catadores de materiais recicláveis por meio da formalização, da capacitação, tanto para os trabalhadores quanto para gestores, e estruturação das cooperativas. “Participar da marcha e poder explicar aos Municípios como acessarem essas alternativas é muito gratificante. Nós oferecemos assistência técnica para que juntos possamos alcançar uma inclusão produtiva para cidades sustentáveis“, ressalta.

Outra alternativa é a formação de consórcios intermunicipais. O modelo permite que diferentes Municípios compartilhem estruturas como aterros sanitários e sistemas de destinação de resíduos, reduzindo despesas operacionais e viabilizando soluções regionais para cidades de pequeno porte. Em muitos casos, manter individualmente um aterro sanitário próprio se torna financeiramente inviável.

Por Úrsula Barbosa
Da Agência CNM de Notícias

Mais em Eventos


Receba nossa Newsletter. Deixe seu nome e e-mail!

Câmara Municipal de São João Do Soter

CâMARA MUNICIPAL DE SãO JOãO DO SOTER

Endereço:s RUA GRANDE, 2026, CENTRO \ CENTRO \ SÃO JOÃO DO SÓTER - MA \ CEP: 65615000

Horário de atendimento: 08:00 às 14:00

Contato: (99)3567-1076

E-mail: camaramunicipalsaojoaodosoter@gmail.com

Qual o seu nível de satisfação com nosso site?

Prezado(a), esta avaliação sevirá para melhorar cada vez a experiência do site junto ao usuário. Os dados informados respeitará a LGPD - Lei Geral de Proteção de Dados.